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Áreas de atendimento

Luto

A perda de alguém, e o tempo depois dela. Não existe prazo para o luto, e não existe jeito certo de sentir. O que existe é a possibilidade de não atravessar isso sozinho.

Quando vale procurar ajuda

Luto não é doença, e sofrer depois de uma perda não é sinal de fraqueza. Mas existem momentos em que ter alguém acompanhando faz diferença.

  • A dor não afrouxa com o passar dos meses
  • Você não consegue voltar ao trabalho ou à rotina
  • Culpa por algo dito, feito ou não feito
  • Raiva de quem partiu, ou de quem ficou
  • Culpa por sentir alívio
  • Evitar tudo que lembre a pessoa
  • Ou o contrário: não conseguir mudar nada de lugar
  • Perda repentina, por acidente ou violência
  • Datas e aniversários que derrubam
  • Uma perda que os outros não reconhecem como grande

Existe luto que quase ninguém reconhece

Algumas perdas não recebem pêsames, não dão direito a folga no trabalho e não viram assunto. Doem do mesmo jeito, e também cabem aqui.

Perdas pouco faladas

  • Aborto e perda gestacional
  • Morte de um animal de estimação
  • Fim de um casamento longo
  • Morte de um ex-companheiro ou de um amor não assumido

Perdas que não são morte

  • Um diagnóstico que muda a vida
  • A perda de autonomia
  • Afastamento definitivo de um filho ou de um pai
  • Sair do país e deixar tudo para trás

Como é o acompanhamento

A terapia não vem apressar o luto nem convencer você a seguir em frente. Ela oferece um lugar onde a perda pode ser dita inteira.

01

Dar lugar à dor

Falar sem receber conselho, sem precisar poupar quem ouve e sem que ninguém tente consertar o que você sente.

02

O que ficou por dizer

Culpa, raiva, alívio, coisas que não foram ditas. É onde costuma estar a parte mais pesada, e a que menos se fala com a família.

03

A vida que continua

Não é esquecer nem substituir. É encontrar um lugar para essa pessoa dentro de uma vida que segue.

Convênios e parcerias

A Apsi atende pessoas vinculadas a estas instituições. Em alguns casos você recebe nota ou recibo para pedir reembolso, em outros o atendimento já é feito pela parceria.

SPPAssociação dos Servidores PúblicosPolícia SescSenacComércio

Dúvidas frequentes

Quanto tempo dura um luto?

Não existe prazo, e desconfie de quem der um. O que muda com o tempo não é o tamanho da falta, é o espaço que ela ocupa no seu dia. Isso acontece em ritmos muito diferentes de pessoa para pessoa.

É normal sentir raiva de quem morreu?

É, e é muito mais comum do que as pessoas admitem. Raiva, alívio e culpa aparecem no luto o tempo todo, e não tiram nada do amor que existiu. Poder dizer isso em voz alta costuma ser um dos maiores alívios da terapia.

Faz anos que eu perdi alguém. Ainda adianta?

Adianta. É comum a pessoa procurar anos depois, quando outra perda, uma data ou uma mudança de vida reabre aquilo. O luto não tem prazo para ser cuidado.

Preciso levar meu filho?

Criança também enlutece, mas de um jeito diferente, muitas vezes pelo comportamento e pela brincadeira. A Apsi tem atendimento infantil, e dá para conversar antes sobre o que faz sentido para a idade dele.

E se eu estiver pensando em desistir de tudo?

Procure ajuda hoje, não semana que vem. Você pode falar com a gente pelo WhatsApp, e o CVV atende de graça no 188, 24 horas por dia, todos os dias.

Dá para começar com uma mensagem

Você não precisa saber explicar o que está sentindo. Basta dizer que perdeu alguém e que quer conversar.