Cuidados paliativos
Acompanhamento psicológico para quem vive com uma doença grave e para quem cuida. Cuidado paliativo não é parar de tratar: é cuidar do que importa enquanto se trata.
Para quem serve
Uma doença grave não acontece só com uma pessoa. Ela reorganiza a vida de todo mundo em volta, e cada um carrega uma parte diferente.
Para quem está doente
- Lidar com o diagnóstico e com o que ele muda
- Medo, raiva e o que não se diz para não preocupar
- Perda de autonomia e de papéis na família
- Decisões sobre o tratamento e sobre o próprio cuidado
- O que ainda importa fazer e dizer
Para quem cuida
- Exaustão de quem cuida todos os dias
- Culpa por cansar, por se irritar, por querer descanso
- Conflito entre irmãos sobre o que fazer
- Conciliar o cuidado, o trabalho e a própria casa
- Luto antecipatório, que começa antes da perda
Como é o acompanhamento
O atendimento é feito em consultório, na clínica ou online, e caminha ao lado da equipe de saúde que acompanha o caso. Ele não substitui nenhum tratamento médico.
O que importa agora
Quando o tempo muda de peso, as prioridades mudam junto. A terapia ajuda a enxergar o que ainda faz sentido e o que dá para soltar.
As conversas difíceis
O que a família evita falar para não machucar, e que muitas vezes todo mundo já sabe. Ter onde ensaiar isso costuma destravar.
Quem cuida também precisa
O cuidador costuma ser o último a pedir ajuda. O acompanhamento dele não é um extra, é parte do cuidado.
Quem atende
Você escolhe com quem falar antes de marcar, e o registro no conselho está aqui para conferir.

Mariana Clivati de Paula
CRP 08/44280
Psicóloga, especialista na abordagem ACT, a Terapia de Aceitação e Compromisso, que trabalha viver com o que não dá para mudar sem abrir mão do que importa.

Tamiris Monção Weinert
CRP 08/42941
Psicóloga e mestre em Filosofia, com estágio no Hospital da Cruz Vermelha do Paraná e experiência em contexto hospitalar.
Dúvidas frequentes
Cuidado paliativo é desistir do tratamento?
Não. É um cuidado voltado para conforto e qualidade de vida, e pode acontecer junto com o tratamento da doença, inclusive desde o diagnóstico. Quem define a conduta médica é a equipe de saúde. O que a psicologia faz é cuidar do que essa situação provoca em quem a vive.
Só serve para quem está no fim da vida?
Não. O acompanhamento psicológico faz sentido desde o diagnóstico de uma doença grave, e muita gente procura logo no começo, quando a vida está sendo reorganizada.
Meu familiar não quer falar sobre isso. Posso ir sozinho?
Pode, e é muito comum. Quem cuida tem direito a cuidado próprio, independentemente do que a outra pessoa decide fazer.
Vocês atendem em casa ou no hospital?
O atendimento é em consultório, na clínica, no Centro de Curitiba, ou online por vídeo. O online costuma ser a saída para quem não consegue se ausentar do cuidado.
E depois, se a perda acontecer?
O acompanhamento pode continuar. A Apsi também atende luto, e não é preciso recomeçar do zero com outra pessoa.
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Dá para começar com uma mensagem
Conta com poucas palavras a situação, seja a sua ou a de quem você cuida. A gente te responde com quem atende isso e quais horários existem.