Automutilação
Quem se machuca quase nunca quer morrer. Na maior parte das vezes está tentando dar conta de uma dor que não consegue nomear. É por aí que o atendimento começa, e não pela proibição.
Se você descobriu agora
Descobrir que alguém que você ama está se machucando dá pânico, e o primeiro impulso costuma ser vigiar, revistar e proibir. Entende-se o impulso, mas ele quase sempre afasta.
O que costuma ajudar
- Dizer que você viu, com calma, e que está ali
- Perguntar como ela está, antes de perguntar por quê
- Procurar ajuda profissional junto com ela
- Cuidar de você também, porque isso cansa
O que costuma afastar
- Tratar como chantagem ou como chamar atenção
- Ameaçar, castigar ou expor para a família toda
- Exigir promessa de que não vai acontecer mais
- Vigiar sem conversar
Como é o acompanhamento
O objetivo não é arrancar o comportamento à força. É entender o que ele está resolvendo e construir outros caminhos para aquilo, até ele deixar de ser necessário.
Entender a função
O que vem antes, o que alivia e o que vem depois. Sem esse mapa, qualquer tentativa de parar vira só mais uma cobrança.
Construir outras saídas
Formas de lidar com a angústia que não passem por se machucar, testadas aos poucos e ajustadas junto.
Incluir a família
Quando é adolescente, os responsáveis participam com devolutivas e orientação, respeitando o sigilo do que é dito em sessão.
Quem atende
Você escolhe com quem falar antes de marcar, e o registro no conselho está aqui para conferir.
Convênios e parcerias
A Apsi atende pessoas vinculadas a estas instituições. Em alguns casos você recebe nota ou recibo para pedir reembolso, em outros o atendimento já é feito pela parceria.
Dúvidas frequentes
Isso significa que ela quer se matar?
Não necessariamente, e na maioria dos casos não. Automutilação e tentativa de suicídio são coisas diferentes, com funções diferentes. Mas os dois pedem avaliação profissional, e é isso que a primeira conversa faz.
É só fase de adolescente?
Tratar como fase costuma atrasar o cuidado. Mesmo quando diminui sozinho com o tempo, o que estava por trás continua ali e reaparece de outro jeito.
Meu filho não quer ir. O que eu faço?
Comece você. Os pais podem ser atendidos primeiro, para entender o que está acontecendo e mudar o jeito de conversar em casa. É comum o adolescente aceitar ir depois, quando o clima muda.
A psicóloga vai me contar o que ele disser?
Não. O adolescente também tem direito ao sigilo, e sem ele não fala. Os responsáveis recebem devolutivas sobre o processo e orientação, e são informados se houver risco à vida.
Preciso de ajuda agora
Se houver risco imediato à vida, procure emergência ou ligue 192. O CVV atende de graça no 188, 24 horas, todos os dias.
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Dá para começar com uma mensagem
Conta com poucas palavras o que está acontecendo, seja por você ou por alguém da família. A gente te responde dizendo quem atende isso e quais horários existem.
